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16-11-2007 Relatório de operações Angola: Atividades do CICV – Outubro de 2007 Angola: Atividades do CICV – Outubro de 2007
Proteção Uma das piores conseqüências que um conflito pode ter para as vítimas é a incerteza em relação ao destino de seus familiares. É por isso que restabelecer e manter os laços familiares tornou-se a principal prioridade do CICV em Angola desde 2002. A fim de conduzir suas atividades de buscas de pessoas de forma eficiente, o CICV desenvolveu uma parceria com a Cruz Vermelha Angolana (CVA), o que permitiu à organização cobrir todo o território de Angola. De todos os que passam por necessidade, a categoria mais vulnerável identificada pela organização diz respeito aos menores desacompanhados (crianças) separados de seus pais.
Mensagens Cruz Vermelha (MCV) ou cartas familiares também foram trocadas através da rede da Cruz Vermelha Angolana com os seguintes resultados:
A fim de melhorar o programa de restabelecimento de laços familiares e proteção às crianças, uma revista intitulada GAZETINHA, com fotos e nomes de menores desacompanhados passou a ser oferecida ao público em julho de 2006. A publicação veio se juntar ao livro GAZETA, de março de 2005. GAZETINHA é uma revista de manuseio fácil, com 53 páginas e mais de 100 fotos e 827 nomes de crianças cadastradas pela Cruz Vermelha, que estão à procura de seus pais ou estão sendo procuradas por eles. GAZETA – um livro com 18.393 identidades de crianças e adultos – e GAZETINHA têm como objetivo ajudar as famílias e crianças a restabelecer o contato e obter notícias de entes queridos desaparecidos. Assim, três mil cópias da quarta edição do livro GAZETA e 10 mil cópias da revista GAZETINHA, como também 20 mil cartazes já estão em circulação em todo o território de Angola (em prédios administrativos, igrejas, hospitais), Portugal, Zâmbia, República Democrática do Congo e Namíbia, e em outros países com comunidades grandes de angolanos. A fim de facilitar o acesso à informação para os angolanos na diáspora e às Sociedades Nacionais da Cruz Vermelha/Crescente Vermelho em todo o mundo, as listas dos nomes contidos na GAZETA e na GAZETINHA também são publicadas no site do CICV www.familylinks.icrc.org. Desde março de 2003 (primeira edição do GAZETA), 2.164 crianças e adultos foram localizados, dos quais 508 conseguiram retomar o contato com suas famílias depois de consultar o livro. Até o final de dezembro de 2006, 23.310 adultos e crianças haviam sido procurados por seus parentes, enquanto 206 menores e 21 pessoas vulneráveis continuavam em busca de seus entes queridos. Reabilitação física Desde 1979, o CICV prestou apoio para três centros ortopédicos do Ministério da Saúde Angolano nas províncias de Huambo, Bié e Luanda. Este apoio é uma contribuição para cerca de 50% dos serviços ortopédicos e de próteses atualmente existentes em Angola. Esses serviços, incluindo fisioterapia e acomodação, são fornecidos gratuitamente para os inválidos e as vítimas de minas terrestres. O CICV quer gradualmente transmitir toda a produção, administração e logística para o Ministério da Saúde.
Redução do risco de minas Nos últimos anos a Cruz Vermelha Angolana (CVA) deu início a um programa na área de minas. Em 2002, o CICV começou a fornecer apoio técnico e financeiro a este programa, que é conduzido nas províncias de Benguela, Kwanza Norte, Bié, Moxico, Zaire e Kuando Kubango. O objetivo deste apoio é fortalecer a capacidade institucional e operacional da CVA a fim de reduzir o número de vítimas e outros tipos de sofrimentos provocados pelas minas e por residuos explosivos de guerra nas comunidades atingidas. Graças às atividades de fomento à conscientização em relação às minas e aos objetos de resdíduos explosivos de guerra (UXO, na sigla em ingles), levadas a cabo em quase todo o país ao longo dos últimos anos, os moradores dos vilarejos que moram nas comunidades atingidas não estão apenas conscientes da ameaça, mas são agora capazes de identificar os objetos perigosos e as zonas atingidas. A CVA manteve um diálogo constante com os moradores para identificar os atuais problemas com minas e ajudá-los a servir de apoio às iniciativas de redução e gestão de riscos. No período sob revisão, a CVA apoiou as seguintes iniciativas comunitárias:
Além disso, a CVA compartilhou informações sobre a localização de minas e UXO com organizações que trabalham com a limpeza de minas, que limparam e/ou retiraram objetos perigosos que requeriam uma ação urgente. Como resultado:
Promovendo o Direito Internacional Humanitário No âmbito de sua missão humanitária, o CICV estabeleceu contatos com as autoridades angolanas, a mídia e o público em geral. Especialmente em Cabinda, o CICV promoveu o mandato e as operações da organização com vistas a facilitar a compreensão mútua com todos os que portam armas e informar a população sobre a natureza dos serviços oferecidos pelo CICV. No período em questão foram realizadas sessões de divulgação para mais de 1 mil portadores de armas, como também para 10.798 líderes políticos, religiosos e comunitários, professores e equipes de organizações não governamentais. De acordo com seu mandato, o CICV presta apoio para Exércitos em todo o mundo em seus esforços para integrar o Direito Internacional Humanitário (DIH) em sua doutrina e operações. Desde 2001, o CICV organiza um seminário anual de DIH por meio de sua delegação regional na África do Sul. Em junho de 2007, o CICV financiou as despesas para que um especialista do Ministério das Relações Exteriores da República de Angola pudesse participar do seminário. Este encontro reuniu parlamentares, representantes do governo e outros representantes de países da região sul-africana. O objetivo foi compartilhar informações sobre a integração do DIH em cada país. Nesse sentido, o CICV oferece seus serviços e incentiva o Estado angolano a inserir o DIH em sua legislação nacional. Em fevereiro de 2007, as autoridades angolanas organizaram um curso de DIH e convidaram o CICV para ministrá-lo para 20 oficiais de vários corpos das forças armadas angolanas, a saber, Estado-Maior Geral das Forças Armadas Angolanas, Força Aérea Nacional Angolana e Instituto Superior de Educação Militar. Cooperação No início de 2006 foi organizada uma Assembléia Geral pela Cruz Vermelha Angolana durante a qual foram adotados novos estatutos e um novo plano de desenvolvimento nacional. Declaração da Missão do CICV O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) é uma organização imparcial, neutra e independente cuja única missão humanitária é proteger a vidas e a dignidade das vítimas de guerra e de outras situaçoes, e oferecer-lhes assistência. Dirige e coordena as atividades internacionais de socorro conduzidas pelo Movimento nas situações de conflito. Também se esforça para evitar o sofrimento, promovendo e fortalecendo o Direito Humanitário e os princípios humanitários universais. Estabelecido em 1863, o CICV deu origem ao Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho. Comitê Internacional da Cruz Vermelha Rua da Liberdade 130-132, Vila Alice, C.P. 2501, Luanda – Angola Telefone: 265117/265118/264454/263615, Fax: 265056, e-mail: Luanda@icrc.org |