24-05-2007 Comunicado de imprensa 07/64 Relatório Anual – CICV aumenta ajuda frente à intensificação dos conflitos e ao aumento dos deslocamentos Genebra (CICV) – "Em 2006, a intensificação dos conflitos em todo o mundo, que, muitas vezes, provocaram deslocamentos internos de grande envergadura, foi a causa de sofrimentos incalculáveis e apresentou complexos problemas de índole humanitária", disse, em Genebra, o presidente do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), Jakob Kellenberger, na apresentação do relatório anual do CICV aos doadores. Apresentação do Relatório Anual
(em inglês)
(arquivo PDF* - formato zip - 10 MB) * Ajuda sobre arquivos Adobe PDF Fazendo uma análise retrospectiva de um ano caracterizado pela intensa violência em países como Iraque, Sudão, Afeganistão e Sri Lanka, Kellenberger destacou a questão dos deslocados internos, que preocupa particularmente o CICV. "As pessoas deslocadas, que geralmente são, em sua maioria, mulheres e crianças, constituem um grupo especialmente vulnerável", declarou. "Sua presença supõe, com freqüência, uma pesada carga para as empobrecidas comunidades que os acolhem". O presidente declarou que é necessário fazer esforços mais persistentes para afrontar e prevenir o deslocamento interno. "Em princípio, o Direito Internacional Humanitário proíbe o deslocamento dos civis", disse Kellenberger. "Também estabelece normas básicas cuja finalidade é proteger os civis dos efeitos das hostilidades. Assim, fazer com estas normas sejam respeitadas é, antes de tudo, a melhor maneira de prevenir o deslocamento e evitar as conseqüências que, muitas vezes, são profundamente desestabilizadoras para toda uma população". Apoiado sobre uma rede de 12.000 pessoas em 89 países, o CICV trabalhou em uma grande variedade de zonas de conflito em 2006. Estas atividades operacionais se desenvolvem em diversos âmbitos: desde a ação rápida em caso de crises repentinas ou que se deterioraram, como Líbano, Sri Lanka e Somália, até a ajuda contínua em casos de emergência crônica, como Chade, República Centro Africana e Colômbia. Ao longo do ano, o gasto do CICV chegou ao seu nível mais alto em meio século. Mais de 40% dos recursos foram gastos na África. O CICV prestou assistência a um total de 3,5 milhões de pessoas deslocadas em 19 países, ou seja, um aumento de 300.000 pessoas em relação ao ano anterior. Outras milhares de pessoas afetadas pelos conflitos armados, incluindo populações rurais vulneráveis, doentes, feridos, detidos e familiares de pessoas desaparecidas também foram beneficiadas pelo trabalho humanitário do organismo. Por exemplo, através da realização de projetos de água, saneamento e construção, foram atendidas as necessidades de quase 16 milhões de pessoas. As atividades essenciais do CICV foram as visitas a detidos e os trabalhos de busca e restabelecimento de contatos familiares. Apesar de este ter sido um ano em que as Convenções de Genebra gozaram definitivamente de aceitação em nível mundial, continuou havendo uma patente falta de respeito pelo Direito Internacional Humanitário. "Com cada violação fica destruída uma vida", disse Kellenberger. "Uma das prioridades máximas do CICV é melhorar o respeito ao direito, em particular, lembrando as partes sobre suas obrigações nos conflitos armados. Depende, então, dos beligerantes e de todos os Estados Partes nos Convênios de Genebra demonstrar a necessária vontade política de aplicar e fazer com que o direito seja aplicado". Mais informações: Claudia McGoldrick, CICV Genebra, tel.: +41 22 730 20 63 ou +41 79 217 3216 |