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25-08-2006  Comunicado de imprensa 06/51 
Colômbia: cresce o número de deslocados no nordeste
Violentos combates entre as partes em conflito, com riscos para a população civil, e a morte de dois líderes comunitários obrigaram dezenas de famílias a fugirem de suas casas, no nordeste da Colômbia.

Até julho, os escritórios do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) em Saravena, na região de Arauca, prestavam assistência para aproximadamente três famílias por mês. Em agosto, esta pequena cifra subiu para alarmantes 90 famílias, ou 450 pessoas. Outras 50 famílias, ou 250 pessoas, receberão ajuda nos próximos dias. Ao todo, 700 pessoas buscaram refúgio em Saravena só em agosto.

Situação similar também é vivida em outras regiões do país, como Tame e Fortul, onde o CICV prestou assistência para 158 famílias, ou 800 pessoas, que fugiram dos combates, no dia 18 de agosto.

"Meus pais ficaram no interior", disse Jefferson Cáceres*, nome fictício, de 16 anos. "Eles são idosos e disseram que ninguém poderá forçá-los a deixar sua terra. Eles mandaram a mim e a meu irmão, 12 anos mais velho, para que ficássemos com um tio porque era muito perigoso para nós. Agora, estamos esperando para ver o que acontece. Se os combates diminuírem, voltamos para casa. Se não, continuamos aqui".

Para Rosalía Torres*, nome fictício, de 51 anos, a vida virou um pesadelo. "Eu vivo aqui há 15 anos e é claro que sabia do conflito, mas as coisas nunca estiveram tão ruins quanto agora. Estou longe dos meus amigos e não sei onde está o meu marido. Ele deixou nossa casa há uma semana e não ouvi nada sobre ele depois disso. Eu tive que fugir com minhas duas crianças. Não tenho idéia de onde ele esteja, ninguém pode me dizer. Eu não sei o que fazer, nem aonde ir".

Em agosto, o CICV prestou assistência para 1.500 deslocados internos como Jefferson e Rosalía, na região de Aracua.

Nos arredores de El Catacumbo, na região norte de Santander, a situação também é séria. Aproximadamente 32 famílias, ou 130 pessoas, dos vilarejos de El Diamante; El Reposo, na cidade de Lãs Mercedes; e La Victoria tiveram que fugir para a cidade de Sardinata. Estas pessoas estão desesperadas para voltar para casa, com medo de perder tudo o que têm.

Nas últimas semanas, o CICV entregou alimentos, colconhetes, cobertores, kits de higiene e de cozinha para famílias que estão deslocadas, esperando que as condições de segurança melhorem. Em todo o mês, a organização prestou assistência para 1.630 deslocados internos em diversas partes do país, além de ajudar a 297 deslocados, ou 84 famílias, juntamente com a Cruz Vermelha Colombiana, como parte de um programa conjunto desenvolvido em Bucaramanga.

Equipes da sub-delegação do CICV em Bucaramanga, na região de Santander, e dos escritórios do CICV em Cúcuta, no norte de Santander, e Saravena, acompanham de perto as famílias deslocadas e toda a população civil desta região da Colômbia.

* Não foram utilizados seu nomes reais.


Mais informações:
Carlos Ríos, CICV Bogotá, tel. + 571 313 86 30 ou + 57 311 491 07 75
Annick Bouvier, CICV Genebra, tel. + 41 22 730 24 58 or + 41 79 217 32 24

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